Na minha cidade, as Mangueiras se consagram
Mas não pense besteira!
Não é porque elas se destacam
Que minha cidade é só Mangueira
A Praça da República
Esconde em seu chão
Gente nobre, gente de bem,
Vítimas da escravidão
Mas mesmo assim,
A praça não encobre formosura
Turista que por lá passa
Refúgio debaixo da Mangueira procura
E quando vou aos seus teatros,
Uma paz me vem reinar
Sem falar de como é bom
No bosque passear
Como é bom ver o peso
De tudo que é mais paraense
Como frutas e legumes regionais
Além de artigos religiosos
E ervas medicinais
O mercado Ver-o-Peso
É uma explosão de beleza e cores
De cheiros e sabores
Enchendo a alma dos visitantes
Já considerados habitantes
Açaí, Maniçoba, Tacacá
Caruru, Tucumã e Vatapá
São as iguarias de uma cidade
Que capricha no seu paladar
E no coração da cidade
A natureza é preservada com suas praças
As borboletas são a liberdade
Estou falando do Mangal das Garças
Crianças pulando nas ruas
Mulatas a passar
Essas são as estrelas do bairro Jurunas
Que brilham no Rancho Não Posso me Amofinar
Praça Batista Campos,
Fim de tarde...
Quanto romantismo!
Que se mostra sob as suas árvores
É fim de tarde, e o Sol,
Em meio às tantas aves que por lá decolam,
Vira fogo no carvão
Sem falar nas nuvens, gigantes algodões doces,
Tingidos de um colorido sem comparação.
Casinhas de miriti nos ombros
Pulseirinhas na mão e no pé
Vá nessa corda você também
E venha participar do Círio de Nazaré
Na minha cidade, as Mangueiras se consagram
Mas não pense besteira!
Não é porque elas se destacam
Que minha cidade é só Mangueira.
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